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ESTUDO LITERÁRIO (POESIA) - O SONETO E SUAS FORMAS

I. APRESENTANDO O SONETO Soneto (do italiano sonneto - pequeno som ou pequena canção) é o nome que damos a um poema curto de forma fixa composto de 14 versos divididos em 2 quartetos e 2 tercetos e que costuma fechar no último verso com chave de ouro. Fechar com chave de ouro significa produzir no último verso uma “impressão” mais forte no leitor, seja por meio de uma bela imagem, de uma relação, de uma surpresa, de uma oposição, de um paradoxo, de uma combinação ou jogo de palavras, etc. Os versos do soneto são na maior parte dos casos versos metrificados, quer dizer, cada um dos 14 versos é constituído de um número determinado de sílabas. A forma mais usual de soneto é o decassílabo (no qual cada verso deve possuir 11, 12, 13 ou 14 sílabas). Os decassílabos se incluem na classe dos versos alexandrinos. Chama-se "alexandrino" por ter sido metodicamente empregado na composição da famosa obra Roman d' Alexandre lê Grand, -- poema começado no século XII por Lambert Licors,...

SONHO

  SONHO Sorriste pra mim, amor ... foi em sonho … mil louvores, Porém, dirijo a Deus, que o permitiu, mil glórias tanjo A Ele, Que soube, no mais pródigo esbanjo Um pedaço do céu pôr nos teus lábios tentadores. Não foi real, foi um sonho apenas, mas as cores Daquele sorriso guardo. Agora, em vão, os versos que arranjo Descrevê-lo tentam: daquela que é linda como as flores, Daquela que, quando sorri ... é mais que linda … é um anjo. Não passou de um sonho, um breve conto de fada: Eu, um rei, mas só da tua lembrança, na verdade, Só da tua imagem tive a mente coroada! Acordar sem ti ... oh! Que deserto medonho! Só tu, amor, tornas meus sonhos realidade, Só tu fazes da minha realidade um sonho!

Resumo do Discurso de Metafísica de Leibniz

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  RESUMO DO DISCURSO DE METAFÍSICA DE LEIBNIZ O Discurso de Metafísica de Leibniz é dividido em quatro partes. O assunto da primeira parte é a perfeição divina. A segunda parte, por sua vez, trata da noção de substância individual. Na terceira parte, por seu turno, Leibniz ocupa-se do restabelecimento das formas substanciais. A quarta parte é dedicada à questão do entendimento e da vontade. O texto é construído de forma ordenada e todas as partes encontram-se relacionadas entre si num único e grande sistema metafísico. 1º Parte Leibniz trata na primeira parte do discurso da perfeição divina, que é absoluta. Na natureza existem muitas perfeições, mas Deus as possui a todas no mais sumo grau. Existem formas ou essências que não são suscetíveis de perfeição, como número, figura, movimento, etc. Existem, por outro lado, formas ou naturezas que são suscetíveis do máximo grau, como o poder e a ciência, e estas são possuídas por Deus infinita ment...

O problema do Círculo Epistemológico

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O PROBLEMA DO CÍRCULO EPISTEMOLÓGICO “o diabo na rua no meio do redemoinho...” Guimarães Rosa 1. Platão No diálogo Mênon, Platão formula um difícil problema epistemológico: o dilema de que todo conhecimento é circular porque, por um lado, não pode haver conhecimento a não ser que exista um conhecimento do próprio conhecimento, e, por outro lado, não pode haver conhecimento do conhecimento a não ser que exista conhecimento. Parece que o conhecimento está condenado por sua própria natureza circular a cair numa regressão ao infinito, e essa consequência absurda coloca em xeque a própria possibilidade de adquirir e fundamentar o conhecimento. A aporia é dirigida a Sócrates na parte 80 d. do diálogo: “de que modo procurarás, Sócrates, aquilo que não sabes absolutamente o que é? Pois procurarás propondo-te que tipo de coisa, entre as coisas que não conheces? Ou, ainda que, no melhor dos casos, a encontres, como saberás que isso que encontraste é aquilo que não conhecias?” A tentativ...

Técnica, Tecnicismo e Tecnocracia (esboço de um ensaio)

TÉCNICA, TECNICISMO E TECNOCRACIA Parte 1 – Origens e História. Parte 2 – Os fundamentos do Tecnicismo Parte 3 – O tecnicismo e a ditadura militar no Brasil PARTE 1 ORIGENS E HISTÓRIA 1. ORIGEM HISTÓRICA DO TECNICISMO A PARTIR DA REVOLUÇÃO CIENTÍFICA MODERNA Sob um ponto de vista histórico, podemos dizer que o tecnicismo é um produto tardio da Revolução Científica moderna. Entende-se geralmente por Revolução Científica o período que se estende de 1543, ano em que a teoria heliocêntrica de Copérnico desloca a Terra do centro do universo e coloca naquela posição o Sol, até o ano de 1687, ano em que Isaac Newton publica os Princípios Matemáticos de Filosofia Natural e estabelece nesta obra a lei da gravidade universal. A Revolução Científica é chamada de “revolução”, em primeiro lugar, porque no seu movimento ocorre uma inversão dos paradigmas científicos, com a respectiva mudança nos conceitos, métodos e procedimentos; e, em segundo lugar, porque nela se efetua uma mud...